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Um gabinete para o AX84 P1

Em um amplificador valvulado como o P1, as válvulas, que são frágeis como lâmpadas, ficam muito expostas. E eu pretendo usar ele em ambientes cheios de gente bêbada pulando ao som do rock n` roll.  Então, hora de fazer um gabinete com o que sobrou da madeira da caixa 2×12.

O gabinete é muito simples, feito com um painel de pinus de 12mm de espessura, colado e parafusado, nas medidas para caber minha forma de bolo elétrica parafusada no fundo. E assim ficou:

Ja recebendo as primeiras demãos de verniz

Ja recebendo as primeiras demãos de verniz

Rolou até uma moldura pra usar um resto do tecido ortofonico:

Gabinete com moldura

Gabinete com moldura

Além do tecido, usei a mesma seladora e verniz da caixa, dando o mesmo acabamento.

Ultimas demãos de verniz

Ultimas demãos de verniz

Usei uns pezinhos de gabinete de computador que estavam de bobeira, e uma alça também igual à caixa.

Fechando a gaiola de faraday com fita de cobre

Fechando a “gaiola de Faraday” com fita de cobre

É interessante, para se evitar ruidos, que o circuito do amp seja todo blindado com um gabinete metalico aterrado. Fiz o fundo com um adesivo de cobre, utilizado para blindar circuitos de instrumentos elétricos. O amp é parafusado por cima, fazendo contato e aterrando o adesivo.

Resultado final

Resultado final

E ai está. Falando alto e até bunitim 🙂 Normalmente se usa um “faceplate” mais bacana, escondendo as gretas entre o gabinete e o chassi na frente, mas daria bastante trabalho e é até bacana ver que o chassi é uma forma de bolo.

Caixa e amplificador

Caixa e amplificador

E ai os dois em ação. Fiquei muito satisfeito com o resultado, tanto estético ( ficou menos grosseiro que a maioria das minhas gambiarras ), quanto sonoro.

Quem quiser mais detalhes sobre qualquer parte do processo, é só entrar em contato postando um comentário aqui mesmo.

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Gabinete 2×12 para guitarra – Fim da montagem

Ao final deste post, a caixa ja estava quase toda montada, faltando só as ligações elétricas e prender o fundo e a frente ( moldura com tecido ). Seguindo então:

Circuito da caixa

Circuito da caixa

Esse ai é o circuitinho que esbocei pra caixa. Usando três jacks e duas chaves DPDT ( 2 polos, 2 posições ), eu consigo usar os falantes ligados em série e em paralelo, conseguindo uma impedância resultante de 16 e 4 ohms respectivamente, e também consigo usar os falantes, que têm impedância de 8 ohms,  individualmente.

Area de trabalho

Area de trabalho

Depois de um belo trabalho soldando e trocando uma chave estragada ( uma solda errada, dessolda, muito tempo aquecendo para tirar a solda antiga e a parte plástica da chave derreteu, desfazendo algum contato interno ), terminei e fui testar, usando só o teste de continuidade do multímetro. Em segundos ja descobri um erro. O suporte onde os jacks estão presos é de alumínio, e o “neutro”, ou o polo externo dos jacks, é a própria armadura do jack. Por conta disso, quando selecionado o moto “mono, em serie”, em que o “negativo” do falante B deve estar ligado ao “positivo” do falante A, os dois “negativos” estavam ligados, através da placa.

Pronto. Só não funciona.

Pronto. Só não funciona.

Soluções: instalar arruelas de isolamento, ou trocar a placa. Mas era noite e onde é que vou encontrar essas arruelas aqui em BH e região ? As lojas de eletrônica aqui são uma m****, só tem alto-falante ! E não tenho uma peça de outro material, isolante, com que consiga fazer um painel bacana como esse de alumínio. O negócio foi cortar o painel e prender um pedaço de plástico, retirado da caixa de um rastreador que veio na moto, e prender ao alumínio com rebites.

Ficou fino, mas não fiquei muito feliz de ter que refazer o trabalho todo, e acabei esquecendo de tirar foto na hora.

Painel instalado

Painel instalado

Só tirei essa foto ai de cima depois, pra lembrar da posição das chaves, na hora de escrever os “labels” nelas, depois de ja ter parafusado a tampa traseira na caixa. Ta uma bosta mas da pra ver a lâmina de plástico e que as chaves e jacks estão presos nela. O aluminio foi cortado ali, e o plástico é preso no alumínio, por rebites, nas pontas.

Frente

Frente

E um breve ensaio fotográfico da bichinha pronta.

Frente - Em pé

Frente – Em pé

 

Traseira

Traseira

Clicando na imagem, abre-se uma de maior resolução, e da pra ver o painel traseiro com mais detalhes. Uma chave seleciona entre os modos stereo e mono e a outra entre os modos mono, 4 e 16 ohms.

Caixa + P1

Caixa + P1

E os dois juntos, amp e gabinete. É isso ai, depois tenho que botar aqui uma gravação do som desse monstrinho ai. Fala demais, e o som é foda, bonito demais !

Próximo post, um gabinete de madeira para o P1…

AX84 P1 e gabinete 2×12 para guitarra – parte 2

Ha muito tempo eu não passava um um feriado prolongado desses em casa. Os projetos andaram bastante, e a caixa esta praticamente pronta.

Depois do ultimo post, passei na caixa uma demão de seladora, diluida em Thinner conforme as instruções no rótulo, e comecei a aplicar o verniz, com 12 horas de intervalo entre cada uma das três demãos.

Mais uma demão de verniz

Secando entre demãos de verniz. Acho que essa ai era a ultima.

Neste meio tempo chegou a encomenda com os ultimos componentes necessários para a montagem do P1, e o tecido ortofônico para a caixa, que inclusive é mais bonito do que o que da pra ver pelo site !

Verniz

Verniz

Não da pra ver muito bem na foto acima, mas o verniz deixou a madeira bem brilhante, uma cor meio dourada. O tecido, que pelo site achei que era meio preto, é na verdade um marrom, daqueles tipo de vitrola da vovó, com uns fios dourados. Vai ficar com cara de coisa velha. Bacana.

Em uma volta pelo centro comprei uns pezinhos, cantoneiras e alças para a caixa. Mas chegando em casa reparei no erro. As cantoneiras tinham as três pernais igualmente grandes, e para a frente e a traseira da caixa, impediriam a facil colocação/remoção da tampa traseira e do tecido/moldura, que não são colados para possibilitar a manutenção na caixa e nos falantes no futuro.

Cantoneiras precisam ser adaptadas

As cantoneiras precisam ser cortadas para não impedir a colocação do fundo e frente ( moldura/tecido )

Mas nada que serra, furadeira e força não resolvam.

Cortando cantoneiras

Cortando cantoneiras

Em alguns minutos ja tinha cortado e furado as 8 cantoneiras.

Cantoneira adaptada

Cantoneira adaptada

Ficaram só as duas quinas vivas do ponto onde cortei, que eu deixei para arredondar no esmeril no dia seguinte. Mas deu preguiça de ligar esmeril e fazer sujeira, e acabei tendo uma ideia até melhor, dobrando as duas levemente para dentro, de maneira que elas finquem na madeira, ajudando na fixação e não machucando quem esbarrar na caixa.

O dia seguinte começou com os primeiros esboços do chassi do amplificador. Chassi esse feito a partir de uma forma de bolo !

Estudando o posicionamento dos trafos

Estudando o posicionamento dos trafos

O começo é marcar no chassi todos os furos, ja imaginando toda a disposição dos componentes.

Desta vez até arrumei um compasso de verdade

Desta vez até arrumei um compasso de verdade

Depois é marcar cada um dos furos ( para isso uso um prego e martelo mesmo, só dando uma batida leve para fazer um  “calinho”, pra broca não “correr” quando for começar o furo ), e furar.

E o que era uma forma de bolo...

E o que era uma forma de bolo…

Pelo fato de estar usando uma forma, eh, um chassi menor que o do projeto no AX84, usando pontes de terminais ao invés das “turret boards” que os gringos usam, e por pura invenção de moda, alterei o posicionamento de alguns dos componentes do projeto original, mas claro que mantendo o mesmo circuito. Pra começar ja montei o transformador de potência do lado errado e tive que furar tudo denovo, mas ta valendo, é o conhecimento adentrando.

Começa a tomar forma de aparelho eletronico

… começa a tomar forma de aparelho eletronico. Ou não.

Montados os primeiros switches e jacks voltei para a caixa, que ja tinha dado 12 horas depois da ultima demão ( que passei quase uma da manhã, tonto, depois de voltar de buteco, só pra agilizar o dia seguinte… tem base ? ).

Mascarando para pintura da frente

Mascarando para pintura da frente

Li um relato de um sujeito construindo uma caixa para guitarra em que o cara deixou a frente na cor natural, assim como a caixa, mas depois de colocado o tecido ortofonico, escuro, ainda via-se claramente o contorno dos falantes, e o cara acabou pintando a frente de preto depois. Menos uma que eu preciso errar pra aprender.

Pintando a frente

Pintando a frente

Com tudo devidamente protegido com exemplares da Folha Universal ( tem uma Universal no meu quarteirão, que distribui toda semana pro bairro inteiro. Eu até gosto, uso pra tudo, menos ler ), pintei a frente e a parte da armação/moldura do tecido que vai ficar virada pra frente.

Instalando os pezinhos

Instalando os pezinhos

Com a tinta ja seca ao toque ( essas tintas em spray são bem rápidas ) fui montar os “acessórios”. Coloquei pezinhos em dois lados, pra que ela fique sobre eles tanto deitada quanto em pé. Como arruelas dos parafusos dos pés dentro da caixa usei os pedaços que cortei das cantoneiras.

Parafusando as cantoneiras

Parafusando as cantoneiras

Dos pés passei para as cantoneiras, e dessas para a instalação dos falantes, usando as tais porcas-garra, conhecidas em fóruns gringos como T-nuts. Custei mas encontrei ( para quem é de BH e região, em uma daquelas lojas ali perto da Mato Grosso com Tupis ) essas porcas nas medidas que eu precisava ( 3/16′ ).

Colocando as porcas-garra

Colocando as porcas-garra

Coloca o falante, marca os furos, fura, instala as porcas, coloca o falante e sai parafusando usando a furadeira como parafusadeira como se fosse a roda do Schumacher no pit-stop da Ferrari. E isso depois de umas 10 horas ralando sem almoçar, naquela penumbra das 18:00 às 19:00, que mesmo com as luzes ja acesas não da pra ver porra nenhuma… O resultado é esse ai…

O falante novinho...

O falante novinho…

O falante americano, e que veio la da alemanha, custou os olhos da cara e um pedaço do rim, furado numa escapulida de furadeira, por causa de fome, sede e cansaço, que levam à pressa e a falhas. Tai uma lição que volta e meia eu retomo…

Mas não adianta chorar. Botei ali um pedaço de fita e vamo ve até quando ela segura, ou se atrapalha o som ( vai dar pra comparar os dois falantes ).

Grampeando tecido ortofônico na moldura

Grampeando tecido ortofônico na moldura

Depois de comer meia pizza queimada e descansar uma meia hora o animo voltou e eu voltei a acertar também. Nunca tinha usado um grampeador em madeira antes, e a colocação do tecido na moldura ficou muito boa. Um desvio de decimos de milímetro evidenciado pelas linhas douradas do tecido, mas para uma primeira vez esta ótimo.

Cortando cantoneira para fazer painel

Cortando cantoneira para fazer painel

Vou adicionar um pequeno painel à caixa, acessível através da traseira, com três jacks P10 e dois switches. O primeiro switch vai selecionar entre os modos mono e stereo. No modo stereo, os dois primeiros jacks correspondem às entradas de cada alto-falante, de 8 Ohms cada. No modo mono, os dois falantes são ligados simultaneamente, através do terceiro jack, e o segundo switch seleciona entre ligaçao em série ou em paralelo, onde se obtem 16 e 4 Ohms, respectivamente.

Painel da caixa, colocado

Painel da caixa, colocado

Até este momento não havia decidido se o painel ficaria voltado para cima ou para baixo, no fundo da caixa. Resolvi escolher um lado aleatório da tampa traseira e instala-lo. Como o painel só encaixa com facilidade de um dos lados, o que for, será !

Detalhe do painel da caixa

Detalhe do painel da caixa

Quase 23:00, nenhum sono e muito pra fazer. A caixa praticamente pronta, faltando a fiação e decidir como fixar a moldura/tecido na caixa. Ja o amp…

A oficina de eletronica

A “oficina” de eletronica

Nisso se vão mais quatro horas, de solda, corta fio, passa fio, queima a mão…

A tralha da eletronica

A tralha da eletronica

E a forma de bolo, dos avessos, ja exibe as entranhas elétricas, que se tudo der certo vão fazer muito barulho.

Fim do dia, P1 pela metade

Fim do dia, P1 pela metade

E neste estado está. Longe da organização das montagens da galera do AX84, a macarronada vai se formando. Até estou usando fios blindados em partes críticas, e tendo algum cuidado com posicionamento e aterramento, mas não espero um amp livre de ruido, os famosos Hum e Hiss. Só espero que seja um tanto que de pra conviver.

 

Incursões na marcenaria – Suportes para guitarra/violão

Como ja ta dando pra perceber pelo ritmo dos posts, eu faço um monte de outras coisas e normalmente me perco entre elas fazendo nada e não termino nenhuma. Mas no ultimo fim de semana resolvi dar andamento a um trem que eu comecei ha quase um ano, e ficou enconstado desde então.

São uns suportes pra prender guitarra e violão na parede, tipo aqueles que normalmente se ve nas lojas de instrumento ( lembrei da “parede cor de guitarra” do Uílame na loja de instrumentos). Eu ja tinha montado os suportes ha muito tempo, e ficou faltando cortar o encaixe para o braço do instrumento, e fazer o acabamento, lixando e envernizando.

Os suportes são em formato de “L” de cabeça pra baixo, com um corte em forma de “U” na parte de cima, por onde passa o braço do instrumento, e se apoia a cabeça do braço. O ângulo do “L” é ligeiramente diferente de 90 graus, de forma que a gravidade faça com que o instrumento escorregue pra dentro do “U”, e se mantenha preso.

Nas laterais, duas peças triangulares fortalecem o “L”. Da pra ter uma ideia na figura abaixo:

Cortando o encaixe do braço

Cortando o encaixe do braço com uma serra copo

Usei uma prancha de eucalipto mesmo, que é barato, fácil de trabalhar ( macio ), e é uma árvore cultivada, não leva cinquenta anos pra nascer denovo. Não sei se com o tempo ele vai ressecar, entortar e enxer de cupim. Nesse ano que ficou jogado debaixo da bancada ele resistiu bem.

A bosta da serra copo

A bosta da serra copo

Ah, pra cortar os encaixes do braço usei um desses kits de serra copo Made in China para furadeira. No fim das contas até funcionou, mas o problema é que o que segura a broca, que é onde a furadeira se liga à serra, no suporte da serra em si, é essa merda de parafuso allen na foto ai em cima, que não é nem 2 nem 3mm. Achei uma chave sem identificação na caixa de ferramentas que deu pra apertar o bicho, mas a 3mm era muito e a 2mm era pouco. Essa deve ser em polegadas. E não importa o quanto eu aperte o parafuso, quando começar a cortar a madeira, ele afrouxa e a serra fica completamente instável, torcendo e prendendo na madeira.

Lixando

"Lixando"

E se tem um negócio “legal”, é lixar ! Tanto que eu nunca terminei de lixar nada na vida. Lembro que uma vez inventei de pintar uma bicicleta, comecei a lixar, e depois de uma meia hora mandei tinta em cima da outra tinta mesmo. E com madeira sempre foi pior. Dessa vez usei uma “massa” de cola com pó de madeira para preencher as gretas nas junções das peças de madeira, que existiam porque cortei o trem todo torto, lógico ! E essa massa ficou meio escura, toda suja, provavelmente porque não lavei as mãos para passa-la, com os dedos, nos cantos da peça. Jurei que, depois de seco, ia lixar bem pra ficar com uma aparência profissional, ja que isso vai ser mobília da minha sala…

Bem capaz !

Detalhe

Detalhe do encosto do braço

Só me esforcei mais na lixa no ponto onde a cabeça do braço da guitarra vai apoiar no suporte, pra evitar que eles se estraguem.

Envernizando

Envernizando

A foto é de depois da primeira demão. No momento a segunda ja deve estar seca, e não sei se vou ter saco pra dar a terceira. O verniz escondeu algumas imperfeições, e destacou outras. Depois de pregadas no alto da parede, tomara que a distância esconda o resto 🙂

Depois de prontos e instalados eu posto uma foto.