Arquivo da categoria: Viagens

Planejamento e relatos de viagens.

TBI !

E la se vão 3 meses desde a ultima postagem. Nesse meio tempo li uns livros, vi uns filmes, e conheci de moto ( e barco )  mais uns 9000km desse Brasil, e até uma pontinha da Guiana Francesa. Mas essa parte ai deixa baixo porque foi na mocada 🙂 Uns amigos mineiros que conhecemos em Oiapoque e que também foram brincar de imigrantes ilegais passaram uma bela manhã em uma  delegacia da “police aux frontières”, antes de ganhar uma passagem de volta. Nós demos mais sorte. Mais detalhes, quem sabe um dia no relato la no blog do PDF M.C.

Milhares de pessoas que entram nesse blog diariamente me perguntam como está o projeto… O Dangelo ja criticou minha produtividade formalmente com uns diagramas de Gantt. Sorte minha que isso não paga minhas contas e que a praga do Dangelo não é meu chefe. O fato é que isso é a porra de um hobby e que eu faço quando eu quiser. É fato também que o projeto ainda está “de pé”, só foi reposicionado na minha fila de prioridades.

Mas da pra mostrar algum progresso. Ja tem um bom tempo que recebi do meu amigo M.C. Betim o tbi, e o resultado foi melhor que o esperado !! O trem ficou fino !

TBI

TBI

Ainda faltam uns detalhes, como os furos pros parafusos para fixar o sensor de posição da borboleta, uma guarnição para vedar melhor o eixo da borboleta, e todo aquele aparato para ligar o cabo do acelerador ao eixo, retirados do carburador da Ténéré.

Ah, ha algum tempo que eu penso que devia ter um carburador funcionando, para isolar outros problemas na hora de configurar a injeção. A moto ficou muito tempo parada, e se algo não funcionar, vou ficar brigando com a injeção enquanto o problema pode estar em outro lugar. E nesse meio tempo, criei no forum do Clube XT um tópico sobre este projeto, comentando sobre meu desejo de ter um carburador funcionando. E não é que um sujeito porreta la do Rio Grande do Sul me ofereceu um carburador “e meio”, em troca de umas pecinhas que ele precisava. Agora da pra montar um bura inteirinho e ainda tenho um para tirar pedaços pro TBI. E entram nos créditos do projeto o amigo, de alcunha “Zé Buscapé”, e toda a família Clube XT600, que estão me dando o maior apoio. Valeu demais Zé !

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Relato da viagem a Machu Picchu no blog do PDF M.C.

Estamos relatando nossa viagem do ano passado ao Peru, Chile e Argentina, no blog do PDF M.C. ( clique aqui para ver ).

Montagem do Megasquirt II – Comunicação serial e testes do processador

Começando mais um dia de montagem, la vou eu para a parte do circuito responsável pela comunicação serial ( com o MegaTune, MegaView, telnet… ). Capacitores, resistores, e chega a hora dos malditos transistores. E eu com esse ferro de soldar com o qual meu pai montou um radio AM dum kit de eletronica que ele comprou na banca junto com um exemplar do Pasquim la pras idas do AI5… A ponta, que eu troquei ha uns anos, ja parece a de um parafuso. E até fio de solda que to usando é mais largo que a porra do espaço entre as pernas desses transistores. É lógico que eu acabo soldando as duas pernas dum desses ( Q23 ) juntas. Se não fosse a fita de dessolda, o transistor virava um jumper e pronto.

Depois de muito calor, tira solda, bota solda, consigo deixar o transistor com as pernas aparentemente separadas. Mas medindo com o multimetro duas ainda parecem conectadas. Como não conferi antes, e o circuito pode ser assim mesmo ( o que ta fechado pode ser aberto por algum outro componente ), visualmente parecia Ok, e eu não conseguiria fazer melhor de qualquer jeito, larguei essa merda pra la.

Malditos transistores

Malditos transistores

Da pra ver na imagem acima as pinturas da placa todas amareladas por tanto calor pra tirar a solda. Se tiver fritado o transistor tb, talvez um dia eu descubra.

Depois de pelejar com essa desgraceira, lembrei que tinha uma ponta de ferro de solda novinha, jogada em alguma caixa de ferramentas ou de parafusos velhos em qualquer lugar. Encontrada a tal, trocada… Oooooutra coisa, outro mundo. Parecia que antes  eu tava usando um ferro de marcar boi.

Ponta de solda nova, outro mundo

Ponta de solda nova, outro mundo

Em pouco tempo eu terminei a parte de comunicação serial. Era hora de desenterrar aquela instalação de windows do PC, e testar o adaptador serial-USB que eu tinha acabado de comprar.

O problema é que a maioria dos notebooks, e até desktops atualmente, não vem com uma porta serial ( nos desktops normalmente a placa tem a controladora, mas nem sempre vem o “rabicho” ). Meu desktop tem, mas usar o notebook seria muito melhor, claro.

Primeiros testes da porta serial + adaptador USB

Primeiros testes da porta serial + adaptador USB

Os primeiros testes fiz no Linux mesmo. Espetei o cabo/adaptador, reconheceu beleza, minicom… … E funciona !

Caracteres aleatorios em dobro = sucesso !

Caracteres aleatorios em dobro = sucesso !

Neste ponto como o circuito que gera o clock para o processador ainda não esta montado, coloco um jumper ligando o pino de entrada ao de saida dos dados no processador, e tudo o que acontece é que qualquer dado que é enviado pelo PC na porta serial é enviado de volta pelo MS. Então, esses caracteres “dobrados” é tudo o que eu queria ver.

Detalhe dos componentes do circuito de comunicação serial

Detalhe dos componentes do circuito de comunicação serial

Era hora da montagem do circuito de clock do processador, para carregar o código no mesmo e ter alguma comunicação mais interessante.

Detalhe dos componentes do circuito gerador de clock

Detalhe dos componentes do circuito gerador de clock

Este componente prateado, de pé, no centro da imagem acima, é o cristal. Muito frágil, não pode tocar em outros componentes, é sensível a vibração, e costuma dar pau, por isso foi posteriormente preso, com uma pelota daquelas colas quentes, nesse espaço metalico da placa na frente dele, que ta la pra isso.

Hora de colocar, pela primeira vez, o processador no lugar, e meter energia no bicho.

Primeiros testes com o processador MSII

Primeiros testes com o processador MSII

O processador, que na verdade é um microcontrolador que ja tem RAM, ROM e uns controladores de I/O, não vem com nenhum código instalado. Isso é feito pela conexão serial. A placa do MSII tem um jumper ( marcado B/LD = Boot Loader ) pra isso, e na página do Megamanual tem os links pro software que envia a imagem do firmware para o MS. Estou utilizando o código padrão, dos próprios Bowling & Grippo para o MSII. Existem vários outros códigos “Extra” disponíveis, com comunidades que os usam, e o código é aberto, você mesmo pode fazer alterações, compilar ( GCC mesmo 🙂 ) e carregar. O processador é um Motorola muito utilizado na industria automobilística ( de acordo com o manual, em vários sistemas de freio ABS ), e se não me engano no fundo no fundo é um bom e velho 68K.

Tudo ligado, firmware baixado…Writing, writing, writing… Ok.

Verifying, verifying… … … !?

Falha na verificação do firmware copiado

Falha na verificação do firmware copiado

Falha. Claro que não ia funcionar de primeira. É só eu repetir um numero primo de vezes, como tudo em computação e… … … nada.

No próprio megamanual, em vários lugares, é dito que nem todos os adaptadores serial-USB funcionam legal com o MegaSquirt. Em alguns lugares é mencionada a questão de buffer, e eu achei que, uma vez que nos primeiros testes não havia nenhum buffer aparente retardando a transmissão entre o PC e o MS, o treco tinha funcionado. Nada. Só depois que eu garimpei uma antiga instalação de Microsoft Worm XP no desktop, e usei o cabo DB9 na porta serial de verdade, é que funcionou.

Verification Succeeded !

Verification Succeeded !

O cabo USB e o notebook vão ficar pra próxima… Mas fodas. Funcionou carai !

Código carregado com o cabo DB9

Código carregado com o cabo DB9

Ja deu pra configurar o MegaTune pra reconhecer o MSII, e comunicar com ele, apesar dos valores dos sensores ainda estarem malucos pois a parte do circuito de entrada dos sensores ainda não esta montada.

MegaTune - RealTime Display

MegaTune - RealTime Display

Por hora é isso. Na sequência vou desligar tudo, retirar o processador, montar os circuitos de entrada de dados, ligar tudo de novo, testar as entradas, desligar tudo, montar os circuitos de saida, ligar tudo, e testar.