Incursões na marcenaria – Suportes para guitarra/violão

Como ja ta dando pra perceber pelo ritmo dos posts, eu faço um monte de outras coisas e normalmente me perco entre elas fazendo nada e não termino nenhuma. Mas no ultimo fim de semana resolvi dar andamento a um trem que eu comecei ha quase um ano, e ficou enconstado desde então.

São uns suportes pra prender guitarra e violão na parede, tipo aqueles que normalmente se ve nas lojas de instrumento ( lembrei da “parede cor de guitarra” do Uílame na loja de instrumentos). Eu ja tinha montado os suportes ha muito tempo, e ficou faltando cortar o encaixe para o braço do instrumento, e fazer o acabamento, lixando e envernizando.

Os suportes são em formato de “L” de cabeça pra baixo, com um corte em forma de “U” na parte de cima, por onde passa o braço do instrumento, e se apoia a cabeça do braço. O ângulo do “L” é ligeiramente diferente de 90 graus, de forma que a gravidade faça com que o instrumento escorregue pra dentro do “U”, e se mantenha preso.

Nas laterais, duas peças triangulares fortalecem o “L”. Da pra ter uma ideia na figura abaixo:

Cortando o encaixe do braço

Cortando o encaixe do braço com uma serra copo

Usei uma prancha de eucalipto mesmo, que é barato, fácil de trabalhar ( macio ), e é uma árvore cultivada, não leva cinquenta anos pra nascer denovo. Não sei se com o tempo ele vai ressecar, entortar e enxer de cupim. Nesse ano que ficou jogado debaixo da bancada ele resistiu bem.

A bosta da serra copo

A bosta da serra copo

Ah, pra cortar os encaixes do braço usei um desses kits de serra copo Made in China para furadeira. No fim das contas até funcionou, mas o problema é que o que segura a broca, que é onde a furadeira se liga à serra, no suporte da serra em si, é essa merda de parafuso allen na foto ai em cima, que não é nem 2 nem 3mm. Achei uma chave sem identificação na caixa de ferramentas que deu pra apertar o bicho, mas a 3mm era muito e a 2mm era pouco. Essa deve ser em polegadas. E não importa o quanto eu aperte o parafuso, quando começar a cortar a madeira, ele afrouxa e a serra fica completamente instável, torcendo e prendendo na madeira.

Lixando

"Lixando"

E se tem um negócio “legal”, é lixar ! Tanto que eu nunca terminei de lixar nada na vida. Lembro que uma vez inventei de pintar uma bicicleta, comecei a lixar, e depois de uma meia hora mandei tinta em cima da outra tinta mesmo. E com madeira sempre foi pior. Dessa vez usei uma “massa” de cola com pó de madeira para preencher as gretas nas junções das peças de madeira, que existiam porque cortei o trem todo torto, lógico ! E essa massa ficou meio escura, toda suja, provavelmente porque não lavei as mãos para passa-la, com os dedos, nos cantos da peça. Jurei que, depois de seco, ia lixar bem pra ficar com uma aparência profissional, ja que isso vai ser mobília da minha sala…

Bem capaz !

Detalhe

Detalhe do encosto do braço

Só me esforcei mais na lixa no ponto onde a cabeça do braço da guitarra vai apoiar no suporte, pra evitar que eles se estraguem.

Envernizando

Envernizando

A foto é de depois da primeira demão. No momento a segunda ja deve estar seca, e não sei se vou ter saco pra dar a terceira. O verniz escondeu algumas imperfeições, e destacou outras. Depois de pregadas no alto da parede, tomara que a distância esconda o resto 🙂

Depois de prontos e instalados eu posto uma foto.

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